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Inglês para viajar aos EUA: o que perguntam na imigração

Tem um momento da viagem que deixa todo mundo tenso, e não é o voo: é o guichê. Na entrevista do consulado (São Paulo, Rio, Brasília, Recife, Porto Alegre) normalmente falam português com você — mas no aeroporto de chegada o oficial de imigração fala inglês, e ali não tem intérprete esperando. A boa notícia: são quatro ou cinco perguntas, sempre as mesmas, e cada uma se responde em uma frase curta.

Antes de tudo: responda curto e responda a verdade

Este guia é de idioma, não de macete. Suas respostas precisam bater com os seus documentos e com a realidade — se não batem, o problema deixou de ser o seu inglês. O que dá para treinar é dizer a verdade com clareza, numa frase, sem travar por falta de vocabulário.

A regra de ouro: uma pergunta, uma frase. O oficial atende centenas de pessoas por dia. Resposta comprida e explicação que ninguém pediu soam como nervosismo — e geram mais perguntas, não menos.

As perguntas que vão te fazer

1. "What's the purpose of your trip?"

A primeira e a mais importante. Uma palavra-chave + um detalhe. Nada além.

2. "How long are you staying?"

3. "Where are you staying?"

4. "Who's paying for the trip?" / "What do you do for a living?"

5. "Do you have anything to declare?" / "Any food?"

Aqui mora a pegadinha mais brasileira de todas: a mala com comida de casa.

Quando você não entendeu o oficial

Ele fala rápido, com sotaque, atrás de um vidro e às vezes com máscara. Pedir para repetir não é problema — adivinhar é, porque você pode responder outra coisa.

Cinco erros que geram perguntas extra

Depois do guichê: o inglês da viagem

Passada a imigração começa o inglês de verdade — e também é frase curta e repetida:

Plano de 7 dias (10 minutos por dia)

  1. Dias 1–2: as cinco respostas acima, em voz alta, com os seus dados reais. Grave uma vez e ouça.
  2. Dia 3: sua profissão e seu sobrenome soletrado: "S as in Sierra, A as in Alpha…". Parece bobo, salva o guichê.
  3. Dia 4: números — datas, dias, endereço, número do voo. Número trava mais que palavra.
  4. Dia 5: treine pedir para repetir. Sim, treine: no nervoso a gente esquece.
  5. Dia 6: simulado completo com alguém perguntando rápido e fora de ordem.
  6. Dia 7: revisão leve. Imprima seus dados. Pronto.
O que realmente acalma não é saber mais inglês: é já ter dito suas respostas em voz alta várias vezes. A primeira vez que a sua boca monta "I'm on vacation for ten days" não deveria ser na frente do oficial.

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Perguntas frequentes

A entrevista do consulado americano é em inglês ou em português?
Nos consulados no Brasil a entrevista normalmente é em português, mas o oficial pode mudar para inglês a qualquer momento — sobretudo em vistos de trabalho ou estudo. Já na chegada aos EUA, o oficial de imigração no aeroporto fala inglês.

Posso pedir intérprete?
No consulado você pode dizer que prefere português e normalmente é acomodado. Na imigração do aeroporto existem intérpretes se for necessário, mas para quatro perguntas simples costuma ser mais rápido e tranquilo responder você mesmo.

Quão bom precisa ser o meu inglês?
Suficiente para dar cinco respostas de uma frase e para pedir que repitam. Ninguém avalia a sua gramática: verificam se a sua viagem é o que você diz que é.

Preciso declarar comida mesmo sendo pouca?
Sim. Declarar não custa nada e normalmente liberam; não declarar é o que gera multa. Queijo, carnes, linguiça, frutas e pão de queijo congelado entram na lista — na dúvida, declare.

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